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sobre a perfeita mistura de netflix e marvel

~ 21.2.16 ~

É com muito entusiasmo que venho mostrar uma coisa pra vocês. Pra quem ainda não sabe, quando estou ausente por aqui é por que estou assistindo séries. Sim, sou viciada nisso!

Tenho conta no Netflix, inclusive já indiquei aqui algumas séries que produção original deles, como a House Of Cards (genialmente interpretativa com toda aquela teoria da conspiração que paira sobre a política), entre outras.



Mas hoje eu vim falar da parceria da Marvel com o Netflix, que atualmente deve estar rendendo bilhões e agradando muitos de seus fãs, porém essa parceria está apenas no inicio, o primeiro super-herói a ganhar série foi o Demolidor, e a segunda foi a heroína Jessica Jones, que estrearam apenas as primeiras temporadas (não preciso dizer que estou ansiosíssima para as segundas temporadas de ambas, né!).

Para quem ainda não conhece e gostaria de assistir, abaixo os trailers das duas séries:




Demolidor conta  a história de Matt Murdock, que sofreu um acidente, o deixando cego quando criança, mas lhe deu superpoderes sensoriais. Matt é formado em Direito e abre seu escritório na perigosa Hell's Kitchen, onde luta por justiça: de dia é um  advogado,  a noite é o Demolidor, combatendo o crime nas ruas de Nova York.


Desde que sua curta jornada como super-heroína terminou em tragédia, Jessica Jones tem reconstruído sua vida pessoal e carreira como uma detetive particular em Hell's Kitchen. Atormentada por autodepreciação e um forte caso de estresse pós-traumático, Jessica luta contra demônios que vem de dentro de si e os de fora, usando suas habilidades para aqueles que precisam... Principalmente se eles estão dispostos a pagar a conta.

A segunda temporada de Jessica Jones já foi anunciada pelo Netflix, porém ainda sem data, já o Demolidor está com a segunda temporada para estrear no Brasil em 18 de março de 2016. Então quem não viu a primeira, ainda dá tempo pessoal!

E não para por aí não!

Ainda estão previstos mais três séries que nascerão dessa parceria, Luke Cage, Punho de Ferro e O Justiceiro e Os Defensores, que prometem unir todos os heróis de Hell's Kitchen em um só programa.

fonte: omelete.com

Livros que vão para as telas do cinema em 2016

~ 27.1.16 ~

Oi pessoal, que saudade de vocês! Não irei pedir desculpas pelo sumiço, pois vocês já estão acostumados, não é mesmo!?

Aproveitando que estamos no inicio do ano, eu gostaria muito de agradecer as visitas e comentários sinceros que foram depositados aqui no blog no ano de 2015. Confesso que ia fazer uma postagem de encerramento de ano para estes agradecimentos, porém faltou tempo, mas estou aqui agora, tcharan!!!

Pessoal, pus na minha relação de metas para 2016 postar nem que seja uma vez por mês aqui blog, mas não se preocupem, se faltar inspiração não irei falar de signos, política ou religião, nem da tekpix, haha!

Vamos lá então, trouxe uma postagem muito interessante para quem curte filmes inspirados em livros. Admito que eu sempre curto mais os livros, embora sempre assista o filme pra poder criticar e ver o que faltou de detalhes. 

A Escolha - Nicholas Sparks

Estréia em 04 de fevereiro.

A romântica história de dois vizinhos que se apaixonam e precisam enfrentar muitos desafios para que essa paixão dê certo. Afinal de contas, os livros do Sparks são sempre muito emocionantes,


Como Eu era Antes de Você - Jojo Moyes

Estréia em 4 de março.

O romance da autora Jojo Moyes vai ir para as telinhas em março, a história de Will e Lou Clark é uma das histórias mais emocionantes que estou lendo, e embora esteja na metade do livro, já conheço bem os personagens e não gostei dos atores que interpretarão o casal (Emilia Clarke e Sam Claflin), acho que não tem muito a ver com a personalidade, principalmente a Lou que parece ser uma moça bem simples e sonhadora. Mas enfim, estarei lá para assistir e vamos ver a performance. 


Quem é Você Alasca? - John Green

Sem data de lançamento.

Ah John Green, sempre nos conquistando com as historias de amor mais lindas dos livros, é impossível ninguém conhecer, mas vamos lá, John Green foi o autor de outras duas histórias lindas que ganharam também a tela dos cinemas, seu primeiro disparado sucesso foi do titulo A Culpa é das Estrelas, e o segundo, Cidades de Papel. Estou ansiosíssima para assistir Quem é Você Alasca? E vocês?
Obs.: ainda não foi divulgado o elenco, porém como será o mesmo diretor de A Culpa é das Estrelas, eu sei que vai ser fodástico!


Convergente - Veronica Roth

Estréia em 18 de março.

Confesso que nunca li nenhum dos livros ou assisti os filmes da série Divergente, mas tenho muito interesse! Parece ser uma história de bastante aventura, me dá a impressão que é o mesmo molde de Jogos Vorazes, com muita ação.
Irei procurar assistir os dois primeiros da série para poder assistir esse e comentar aqui com vocês.
Sei que adoro a atriz que contracena nele, a Shailene Woodley que por sinal ficou muito bonita de cabelos compridos.

Inferno - Dan Brown

Estréia em 13 de outubro.

O mais esperado de todos, já ouvi muita gente comentando sobre o filme, pena que só vai estrear no final do ano. Contará com a presença do ator, mais que ilustre, Tom Hanks.
As histórias de Dan Brown são sempre cheias de mistério, quem aí lembra de Anjos e Demônios? Foi um livro sensacional que foi para os cinemas e conquistou mais fãs. Outro livro muito bom dele, que me indicaram foi o Fortaleza Digital. 


Encerrando essa post, eu queria fazer uma pergunta pra vocês, tem algum assunto sobre livros e filmes que vocês queiram ler por aqui? 


Só as Mulheres e as Baratas Sobreviverão - Claudia Tajes

~ 5.12.15 ~

Editora: L&PM Editores
Autor: Claudia Tajes
Número de páginas: 125
 "Para mulheres em geral 
e para os homens que
gostam das mulheres
seja do jeito que for."

Prefácio:
Qual a sua fobia?
A de Dulce, produtora fotográfica batalhadora, trinta e muitos, são as baratas. Como num pesadelo, numa noite de sábado em que se prepara para mais um encontro com um potencial pretendente, ela se depara, ao sair do banho enrolada na toalha, com uma barata descansando em cima do vestidinho preto básico escolhido para a ocasião.
(...)

Pois é gente, não aguentei e tive que trazer a Claudia Tajes de novo aqui no blog, adorei sua escrita, seu humor, seu ar de comodidade em todas as histórias.

Como puderam ler uma parte do prefácio, o restante é o seguinte, ela se depara com a barata no closet em cima do vestido que ia sair, e então entra em pânico, sai do closet, tranca a porta, poe até uma poltrona pra segurá-la e fica do lado de fora, apenas de toalha. Enquanto o "potencial" pretendente à espera para o jantar, Dulce do lado de fora do closet e a barata lá dentro passam a noite nessa situação, Dulce, uma mulher super bem humorada e experiente amorosamente começa um monólogo com a barata, contando histórias, dando conselhos e tudo mais. Durante toda a noite até o amanhecer, o "potencial" pretendente de Dulce nem liga pra saber o que houve, ou seja, a mulher não compareceu ao encontro e ele nem aí, sacanagem isso!

O livro, conforme outro que já postei aqui, apesar de conter poucas páginas traz muita riqueza nos detalhes, nos arranca risos, de verdade! A Claudia tem uma escrita divertida e engraçada, que não dá vontade de parar de ler. Ela também nos remete a uma reflexão "e se só restassem as mulheres e as baratas?". As situações mais normais ela transforma em algo cômico, e as coisas que fazemos, falamos ou pensamos, que guardamos apenas para nós mesmos, ela vai lá e escancara, assim na cara dura.

Então para encerrar a postagem de hoje, trouxe a mini biografia da escritora, junto com os nomes de outras obras dela, caso alguém tenha interesse.

Claudia Tajes, nasceu em Porto Alegre, em 1963. Redatora publicitaria, estreou na literatura com Dez (quase) Amores (2000). Seguiram-se As pernas de Úrsula (2001), Dores, amores & assemelhados (2002), A vida sexual da mulher feia (2005), Louca por homem (2007), Vida dura (2008).
Depois de 2009, ela também escreveu os seguintes títulos: Por Isso Eu Sou Vingativa (2011) e Sangue Quente - contos com alguma raiva (2013).

O Diário de Frida Kahlo - Introdução de Carlos Fuentes

~ 31.10.15 ~

Então, pra fechar com chave de ouro o mês de outubro, lá vamos nós!
Trouxe hoje um livro diferente, inusitado, e de certa forma histórico. O Diário de Frida Kahlo, além de ser uma obra muito bem escrita, conta com toda a sinceridade, humanidade e devaneios de uma pessoa que escreve sobre si.


Antes de iniciar a resenha, irei contar como conheci a Frida e sua história, que apesar de triste se tornou conhecida, pela persistência e coragem de uma mulher cheia de sonhos. Aos 9 anos de idade na escola, em uma aula de artes a professora apresentou algumas telas da Frida, e antes de pedir para que tentássemos reproduzi-las, ela contou a história da Frida, do acidente no bondinho, das 35 cirurgias que ela enfrentou, e da fama que mundialmente conquistou depois de seus quadros.  Confesso que fiquei chocada com a história, e comecei a prestar atenção nos detalhes dos desenhos, e que todos eles traziam consigo uma história, um sofrimento, um grito que não foi dado, apenas projetado em tela. 
Depois mais tarde, um grande amigo me emprestou o Diário da Frida Kahlo, livro este, que eu não o devolvi até hoje! Muito tempo após conhecer a história dela, eu peguei esse diário e só em ver o desenho da capa, me lembrei como se fosse ontem.


Prefácio:

"Publicado na integra pela primeira vez, o surpreendente diário ilustrado de Frida Kahlo documenta os dez últimos anos de sua vida turbulenta. Este registro cativante, assombroso, íntimo, guardado a sete chaves durante cerca de quarenta anos no México, revela várias novas dimensões no que se refere à tão complexa personalidade dessa fantástica artista mexicana.
Apesar da grande quantidade de recentes publicações a respeito dessa mulher extraordinária, a arte e a vida de Frida Kahlo ainda fascinam o mundo. Este documento pessoal, publicado numa edição fac-símile completa e em cores, ajudará a entender melhor a sua visão única e poderosa e sua profunda coragem. (...)"




O livro é bem estruturado na questão de ilustração, é escrito a canetas e lápis coloridos, com a própria letra da Frida, as vezes letra solta as vezes emendada, está também no idioma mexicano, e ela escrevia muito bem.


Apesar de eu não conhecer muito o idioma, consegui entender muito bem o livro, pois a cada capitulo tem uma introdução do Carlos Fuentes, um escritor também mexicano que faz comentários dentro do livro a respeito dos pensamentos e obras da Frida, ele também escreve de forma muito clara, compara o estilo de Frida com outras épocas históricas. Embora tenha a visto somente uma unica vez, como cita no livro, ele parece conhecê-la mais do que ninguém. 


O livro também traz muitas fotografias da artista, além de suas obras, é surpreendente!

Frida Kahlo hoje é conhecida por ter sido uma grande artista mexicana, e também um simbolo feminino bastante forte entre as mulheres, pela iniciativa que teve em se tornar pintora numa época em que a mulher não tinha liberdade na sociedade cultural, pela força e persistência que manteve enquanto lutava para se recuperar do acidente, pelo amor que conseguia manter por seu esposo Diego Rivera, também artista, e que era adúltero, e pelas várias formas de pensar e pintar que só ela tinha. Uma mulher que enxergava muito além do seu tempo.

Uma última dica, assistam o filme dela, é tão interessante quanto o livro, e apesar de não ser recente, nos remete a reflexões sobre politica, cultura e artes do mundo moderno.


Dez (quase) Amores - Claudia Tajes

~ 10.10.15 ~

Editora: L&PM Editores
Autor: Claudia Tajes
Nº de páginas: 119
Dez (quase) Amores conta a história de Maria Ana e dez de suas experiências amorosas, as mais engraçadas e inusitadas que se possa imaginar.

Prefácio:

Bem vinda ao clube das mulheres que só estão esperando uma oportunidade para mandar suas teorias às favas e passar a viver a vida como ela se oferece. Maria Ana, a personagem do livro e estréia de Claudia Tajes, também sonha com o príncipe encantado, mas não é fanática por contos de fadas: enquanto não pinta o homem certo, ela vai se divertindo com os errados.


"...Não sei o que Roger Moreira fez para convencer a mulher a dormir fora. Mas ela foi e ele só saiu do meu apartamento na manhã seguinte, quando todos os outros vizinhos já estavam tomando o café da manhã com suas legítimas esposas. Além de lembranças a noite deixou também um tratado: 
Fica combinado que meu vizinho nunca vai me prometer nada, nem eu vou pedir.
Fica acordado que ele não tem planos de deixar a família.
Fica acertado que eu continuo me envolvendo com outras pessoas, se quiser assim.
Fica estipulado que não existem aniversários, que as datas não são comemoradas e os presentes não são trocados.
Fica sacramentado que o casamento não impede um homem de conhecer e se apaixonar e querer ter outra mulher que não é a dele.
Fica documentado que relações assim só sobrevivem sem compromisso e só existem pela vontade de existir.
Fica tudo conversado, resolvido e entendido.
E quando ele fecha a porta, fica também o vazio..."
p. 42 trecho do quase amor número 4, Roger Moreira, o vizinho casado de Maria Ana.
Pessoal, o livro é muito bom, cheio de detalhes e  divertidíssimo, as vezes eu caia no riso dentro do ônibus. Cheio de situações engraçadas mas que com certeza já vivenciamos ou conhecemos alguém que as viveu, um livro sem pudor, mas não vulgar! Um daqueles romances que você devora e quando acaba quer mais, a escrita da Claudia é parecidíssima com a da Martha Medeiros, ambas são daqui de Porto Alegre, vai ver que é isso, ambas tem um dom em lidar com palavras, que até eu fiquei sem palavras agora.

Espero que desfrutem dessa leitura maravilhosa, é revigorante meninas!

Sei que temos um público masculino que também lê o Por ti, pra ti, mas este mês de outubro estarei postando livros mais femininos, para homenagear a campanha "Outubro Rosa", espero que não deixem de visitar o blog e vestir essa causa também!



Bridget Jones, Louca pelo Garoto - Helen Fielding

~ 24.9.15 ~

O que dizer sobre essa leitura maravilhosa? Bom vamos lá, a personagem Bridget sempre me espelhou muito, tanto no primeiro livro "O Diário de Bridget Jones" quanto este segundo. Tenho a impressão de que a autora consegue reunir pequenos fragmentos de todas as almas femininas do planeta, para poder descrever com sinceridade todos os sentimentos de Bridget e a torna de fato, não apenas uma mera personagem e sim um simbolo clássico e conceituado entre as mulheres.

Cheio de bom humor, alto astral e situações constrangedoras o livro nos convida mais uma vez, a desfrutar da vida intima e pessoal de Bridget Jones.


Editora: Companhia das Letras
Autor: Helen Fielding
Número de páginas: 434
Minha sinopse
Com 50 anos de idade e dois filhos pequenos, Mabel e Billy, Bridget retorna a escrever em seu velho e esquecido diário, lutando contra a missão de criar as duas crianças sozinha e se manter como uma poderosa mulher, enfrentando dilemas cotidianos. Durante a história Bridget concilia a vida de uma mãe de família, tendo que cuidar para não atrasar o horário das crianças na escola, com sua vida profissional, e a pessoal, aonde estabeleceu metas para o ano, de perder peso e largar os cigarros, além de se atualizar no mundo digital, o qual entrou (por indicação de amigos) apenas para arranjar um "namorado". 
Problemas sociais, frustrações profissionais e desilusões amorosas fazem parte da trama, mas nada que, com o bom humor e o otimismo dela não nos faça dar boas risadas de tudo isso!
Bridget passa por momentos bastante conturbadores, mas mesmo assim continua forte e com foco, seus filhos à mantem com o pé no chão e dão a maior força para que não se sinta solitária.


pág. 72
Por que os corpos são tão difíceis de gerenciar? "Ah, olhe só para mim, sou um corpo, vou explodir de gordo a não ser que você, tipo assim, MORRA DE FOME e ande de bicicleta e saia de casa na chuva para ir em humilhantes CENTROS DE TORTURA, e você não pode comer nada de gostoso nem ficar bêbado."

Ironizando as academias, tem umas passagens no livro que são sensacionais.

pág. 91
É horrível o quão diferente algumas pessoas tratam você quando está gorda e quando não está. E quando você está toda produzida ou simplesmente normal. Não é a toa que as mulheres são tão inseguras. Sei que os homens também são. Mas quando você é uma mulher moderna, com todas as ferramentas disponíveis, pode ficar completamente diferente num espaço de meia hora.

O livro sempre traz a tona assuntos assim, do nosso cotidiano feminino e coisas que pensamos.

pág. 120
ALETA! ALERTA! Nunca abra um vinho sem antes embrulhar seu celular num bilhete que diz "não mande mensagens" e colocá-lo numa prateleira alta.

E não é mesmo?

pág. 207
O mais fantástico a respeito das mensagens de texto é que assim você pode ter uma relação emocional instantânea e intima com comentários contínuos a respeito de sua vida sem ocupar nenhum tempo nem precisar de encontros ou providências de qualquer tipo nem qualquer uma das coisas que acontecem no velho e chato mundo não cibernético. Tirando o sexo, seria perfeitamente possível ter uma relação completa sem jamais encontrar a pessoa de fato, e isso implica mais proximidade e é mais saudável do que muitos casamentos tradicionais.

Trechos que nos fazem refletir.

Espero que gostem tanto quanto eu deste livro, ele é bem detalhista e super imprevisível.
Boa leitura!


parceria com a editora draco

~ 15.9.15 ~

Pessoal, o Por ti, pra ti está de parceria com a editora Draco!
Soube das inscrições através da blogueira Bianca Silveira, que divulgou as informações em seu blog Bluebell Bee, as incrições vão até 01/10, então se você tem um blog de resenhas literárias se inscreve lá no site da editora Draco.

Falando um pouco mais sobre essa parceria, abaixo alguns lançamentos da editora:

Encruzilhada, Lúcio Manfredi


Quando se está perdido dentro de si mesmo, como encontrar a saída?
Max é apenas um matador profissional em vias de se aposentar. Mas ao recusar o que deveria ser seu último trabalho, acaba se transformando em alvo. Fugindo de seus perseguidores, refugia-se numa casa aparentemente abandonada, onde se depara com acontecimentos misteriosos e estranhos fenômenos. Portas que levam a cômodos que levam a novas portas e cômodos que não parecem interligados. Talvez a casa seja uma encruzilhada entre diferentes planos de realidade. Ou talvez tudo não passe de uma alucinação e Max tenha simplesmente enlouquecido. Mas alucinações não andam armadas e ele precisa lutar por sua própria vida enquanto tenta desvendar o mistério da casa. 
Encruzilhada é um romance de suspense de Lúcio Manfredi, autor roteirista da TV Globo. Em uma mistura de ficção científica e horror, de mecânica quântica com umbanda, a trama se desenrola entre reflexões filosóficas e a busca da identidade. Quando devemos percorrer o labirinto de nossas próprias mentes, só resta o temor de ficarmos presos para sempre fora da realidade.

Estranhos no Paraíso, Gerson Lodi- Ribeiro

Você deixaria tudo para trás se soubesse que vislumbraria o futuro?
Este é o relato da primeira missão tripulada a outro sistema estelar. Comandada por Sylvia Chang, a nave Pioneira conduzirá seis pessoas brilhantes a efetuar o primeiro contato com os pavonianos, alienígenas residentes no sistema Delta Pavonis. O plano é permanecer por lá uma década para estudar suas duas biosferas planetárias e depois partir para avaliar de perto Molton, uma singularidade gravitacional a três anos-luz do Sol. Só que os pavonianos armaram uma surpresa tremenda para os visitantes humanos, que além de todos os percalços não imaginam que esse é apenas o começo de uma viagem sem volta através do tempo e do espaço. Estranhos no Paraíso é um romance de Gerson Lodi-Ribeiro (de A Guardiã da Memória, A Ética da Traição, Xochiquetzal: uma princesa asteca entre os incas e Aventuras do Vampiro de Palmares), um dos maiores escritores brasileiros de ficção especulativa da atualidade.
A narrativa começa como ficção científica e termina como história alternativa, com um ponto de divergência inusitado. Uma linha histórica instigante, que se reformula de maneira original, uma mistura de gêneros realizada com maestria. Abra mão de tudo o que vivenciou, de tudo o que entendia e aventure-se sem medo rumo ao conhecimento.

Boys Love – Flor de Ameixeira, Dana Guedes e Nyao (Kuloh)

Poderá o amor florescer enquanto enfrentam o rancor daqueles que já se foram?
Nunca é fácil recomeçar. Especialmente para garotos tímidos e solitários como Naoki Fujimoto. Ao mudar-se para a tranquila e bela cidade de Kushiyama, no interior do Japão, o rapaz depara-se com um conturbado começo de ano letivo na nova escola. O bullying, porém, está longe de ser o pior que poderia acontecer. Quando conhece Takuma e seus amigos, parece que há uma chance de ter uma boa convivência nessa nova fase de sua vida. Até que eles o desafiam a um teste de coragem. Naoki é forçado a participar do Kokkuri-san, um jogo macabro para conversar com os mortos. Mas essa brincadeira desperta uma tragédia real, que manchou para sempre as paredes da escola, e passa a persegui-los para além de seus limites.
Boy’s Love – Flor de Ameixeira é uma sensível história de amor de Dana Guedes com desenhos de Nyao (Kuloh). Entre mistério e medo, os laços de Naoki e de Takuma se estreitam e seus sentimentos desabrocham como a linda ume, a flor de ameixeira, que colore as ruas. Una-se a eles nessa paixão que pode ser assustadora como os espíritos amargurados, ou aconchegante como o sol que brilha na fria primavera japonesa.
fonte: Draco

A editora Draco esteve presente na Bienal do livro RJ de 03 a 15/09, seu próximo evento confirmado é a Comic Con Experience que irá ocorrer em São Paulo, nos dias 03 a 06 de dezembro de 2015, seu estande será o 120. 
A Draco investe e apoia obras literárias de vários gêneros, um deles são as HQs que serão o assunto neste evento. 

Sobre um final de semana e duas doses de Sexy and the City

~ 30.8.15 ~

Pra quem acha que o seriado ou filme Sexy and the City é um melodrama auto-ajuda para "mulherzinhas" solteironas ou largadas, se enganou!
Esse final de semana, que ainda não terminou, assisti os dois filmes 1 e 2 e adorei, dei muitas gargalhadas, até chorei em uma das partes.

Pra ser mais direta, o filme conta a história de quatro amigas, Carrie, Charlotte, Samantha e Miranda, amigas que se conheceram a 20 anos atrás na cidade de Nova York e que são amigas até hoje, beirando os 45, 50 anos. Sarah Jessica Parker, que narra a série e os filmes, nos traz uma visão muito engraçada sobre relacionamentos, sobre conceito de família tradicional, sobre todos as questões que relevamos tanto a ponto de se serem classificadas como tabus. Cheios de bom humor e criatividade, lhes apresento os dois filmes da série:

Sexy and the City, O Filme

Carrie, uma escritora bastante conceituada em N.Y inicia falando sobre a experiência de viver em N.Y, como foi parar lá e quais eram os objetivos, se tornar famosa e encontrar o grande amor de sua vida. Conta a personalidade das 4 amigas, Charlotte, uma belíssima mulher que não conseguia ter filhos, conheceu um advogado e se apaixonaram, ela se converteu ao judaísmo e adotaram uma filha oriental. Miranda, uma advogada de sucesso, casada com um marido que a ama e tem um filho. Samantha, a mais velha delas, com 50 anos que namora um rapaz de 30, o qual ela promoveu para o sucesso, pois é Relações Públicas, e tem um apetite demasiado para sexo, ela é quase ninfo.
Ao visitarem uma cobertura para morar junto, Carrie e seu namorado "charmoso" Mr. Big, se questionam por já serem namorados há anos e ainda não terem pensando em casamento, então Mr. Big pede Carrie em casamento. Carrie no dia seguinte conta com muito entusiasmo para as amigas, que também ficam muito felizes, comemoram e planejam melimetricamente cada detalhe. O marido de Miranda confessa que dormiu com outra pessoa, pois a mesma parecia não estar mais interessada na vida sexual do casal, Miranda se separa por alguns dias do marido. Samantha, que mora com o garotão de 30 anos em uma belíssima cobertura, quase enlouquece com a presença de um vizinho muito lindo - e mulherengo - que leva todos os dias uma garota diferente para fazer sexo, e Samantha fica espiando as travessuras do vizinho bonitão, apesar do desejo compulsivo ela não trai seu namorado. Mr. Big deixa Carrie na porta da igreja, pois sente-se inseguro quanto ao que acabaram de planejar, "o casamento" e visto que na festa do dia anterior ao casamento, Miranda disse em um tom irônico "-vocês são loucos em se casar", mesmo que não tenha sido a intenção, pois ela estava furiosa com a traição do marido. Carrie desaba em choro pela humilhação de ter sido deixada na porta da igreja, porém as amigas planejam um passeio para o México, utilizando as passagens que seriam da lua de mel, Carrie levanta o astral no passeio com as amigas, volta e contrata uma assistente para ajudar com a mudança de volta ao novo apartamento, e responder  a convites que não compareceria,  e não tem graça contar o final.

Sexy and the City, 2


As quatro amigas estão de volta, desta vez no casamento de um amigo homossexual, um luxo de casamento, pra ser mais específica. Desta vez Charlotte, preocupa-se com a babá que além de ser linda e loira não usa sutiã, e seu marido não tira os olhos do busto da mesma, Samantha consegue convites para passar uma semana em Dubai, em um hotel 1000 estrelas, através de um Sheik que conheceu na estréia do filme do antigo namorado - aquele de 30 anos do primeiro filme - e lá se vão as quatro amigas rumo ao Oriente Médio. Muita luxúria, muita diversão! Carrie escreve um artigo sobre a vida de casada, ela também está passando por uma crise no relacionamento, agora casada com Mr. Big, percebe que ele só quer sentar no sofá, ver televisão e comer comida delivery. Em Dubai, as meninas se divertem tanto, cada uma recebe um mordomo, e um carro para passeios, além de spas, piscinas, drinks e tudo o que se tem direito. Certo dia vão visitar o Zouk, o Mercado do Ouro, comprar especiarias, temperos, sapatos e bolsas. Carrie encontra Aidan, um ex namorado, no meio de toda aquela gente, e acredita que só pode ser um sinal, aceita o convite para o jantar, e não teria graça contar o final.

Se eu ficar - Gayle Forman

~ 16.8.15 ~

Editora: Novo Conceito 
Escritora: Gayle Forman
Número de páginas: 223

Um livro super interessante e romântico que deu origem ao filme "Se eu ficar" foi essa obra maravilhosa da escritora e jornalista Gayle Forman. 
Sensacional o livro! Muito sensível, realista e ao mesmo tempo desafiador, não consegui deixar ele de lado por um segundo, pois é uma leitura que vicia e te faz refém da história. Impossível também não chorar com as experiências dos personagens. É um tipo de história diferente, ele começa triste e termina, não digo feliz, mas dentro das expectativas de um bom leitor, não é como as histórias que iniciam felizes e acabam tristes. 

Mas enfim, vamos deixar de choromelas e vamos a resenha:

O livro conta a história de Mia, uma menina de 17 anos, violoncelista, que mora com os pais e o irmão caçula de 9 anos, chamado Teddy, na cidade de Oregon, ela tem um namorado chamado Adam um pouco mais velho que ela, e uma amiga chamada Kim, esses são os personagens que mais interagem na história. 
Mia e Adam são dois jovens apaixonados, embora ele tenha uma banda de rock e ela seja uma musicista clássica, o sonho de Mia é ir para Julliard uma academia de música que fica em Nova York, porém tem um certo receio de deixar sua família, Adam e Kim para trás.
Certo dia pela manhã, em um dia de muita neve, onde as escolas decidiram que não teria aula, seu pai e sua mãe também decidiram que não iriam para seus trabalhos por conta disso. Então resolveram visitar alguns amigos que moravam na cidade vizinha, um passeio bem família.
No trajeto para a casa dos amigos, todos estavam dentro do carro conversando e escolhendo que musica colocar, Mia como sempre sugeriu um CD clássico, o pai queria rock, a mãe e Teddy não fizeram objeção alguma, após alguns minutos estavam todos calmos escutando o CD clássico que Mia sugerirá antes, neste meio tempo acontece algo trágico, sofrem um acidente, um caminhão desgovernado estraçalha o carro da família.
Mia levanta minutos depois do choque e caminha pela pista para tentar salvar a família, mas não encontra os pais, apenas Teddy que está jogado e pálido no chão, e caminhando mais a frente se depara com o seu próprio corpo, isso mesmo, ela está deitada lá, com a mesma roupa que saiu para o passeio. Então que Mia percebe que não morreu, mas que também não está viva e se desespera, acompanha a chegada dos bombeiros e enfermeiros que vieram socorrer a família e transportá-los para os hospitais perto da região. 
Com o passar dos dias, Mia observa as cirurgias que são feitas em seu próprio corpo, infelizmente ficou em um hospital diferente do de Teddy e de seus pais. Mia está com o corpo físico em um quarto de hospital, as vezes na mesa de cirurgia, mas consegue, com seu espírito caminhar pelos corredores do hospital, escutar os que as pessoas falam sobre ela. Ela começa a lembrar das coisas boas que viveu com cada parente que encontra nas salas de espera, pois todos a essa altura já haviam sido avisados sobre o acidente, ela recebe a visita de seus avós, seus tios, primas e primos, de Kim, sua melhor amiga e de Adam, que fizeram muito esforço, para poder entrar no seu quarto. Todos de alguma forma acreditam que ela está no controle da situação, entre ficar e partir, mas Mia não sabe como decidir isso, e sofre constantemente com a ideia de ficar e talvez ser órfã, ou ir e deixar Adam e Kim.

página 86
"Andei perambulando pelo quarto vazio do hospital na ala da maternidade, com vontade de me distanciar dos meus familiares e mais ainda da UTI e daquela enfermeira, ou, para ser mais precisa, do que aquela enfermeira disse e do que eu entendi. Precisava estar em algum lugar onde as pessoas não estariam tristes, onde a preocupação fosse a vida, e não a morte, então vim para cá, para terra de choradeira de bebês. Na verdade, o choro dos bebês é reconfortante, pois já mostra que carregam consigo o espirito de luta."


O Diário de Anne Frank

~ 18.7.15 ~

Olá! Para quem não conhece Anne Frank, abaixo uma breve biografia da menina que virou simbolo histórico:


Editora: Record
Escritora: Anne Frank, tradução de Alves Calado 
Número de páginas: 349, algumas contém fotos.
Anne Frank foi uma adolescente de origem judaica que viveu com sua família na Alemanha, testemunhou o holocausto do nazismo escondida com sua família em um "anexo", nome que deu ao esconderijo, o qual ficava no sótão de um escritório. Anne viveu até seus 15 anos de idade, foi quando com sua família, e mais algumas pessoas foi descoberta e capturada pelos soldados alemães, e enviada ao campo de concentração. Anne mantinha contato diário com um caderno de anotações, onde descrevia suas emoções, escrevia sobre seus dias no anexo e o comportamento das pessoas ao seu redor, Anne morreu em 1945 com uma epidemia de tifo, e seu pai, o único da família que sobreviveu, publicou seu diário em 1947, desde então o livro ficou conhecido como "O Diário de Anne Frank". 

O Diário de Anne Frank foi um dos livros mais interessante que li nesses últimos tempos, ele traz relatos muito importantes, fala de coisas simples, coisas que ela fazia e sentia, e é tão normal lê-lo e se identificar com a Anne.  Ela iniciou o diário (que chamava de Kitty) em 12 de junho de 1942 e seu ultimo dia de escrita foi em 1º de agosto de 1944, ou seja, durante 2 anos ela escrevia no diário, é impossível não ficar comovido ou cúmplice dos segredos da pequena Anne. Apesar de ter durante essa época a idade entre 13, 14 e 15 anos, ela parecia muito madura e seus pensamentos fariam muita diferença no mundo hoje. Era uma adolescente atemporal à sua época, além de escrever super bem, sentia como ninguém, mesmo escondida por 3 anos dentro de um sótão com outras pessoas e tendo que fazer rotinas domésticas ela achava um tempo pra ser feliz e escrever. 
Em várias passagens do livro, Anne falava que gostaria muito de um dia ser uma escritora conceituada, ou uma jornalista, infelizmente não da forma que queria, mas ficou famosa. 

"Agora é muito mais fácil falar com Peter coisas que normalmente eu guardava pra mim; por exemplo: eu disse que mais tarde quero ser escritora, se não puder, quero escrever nas horas vagas."

"O ministro Bolkestein, falando no noticiário holandês transmitido da Inglaterra, disse que depois da guerra farão uma coletânea de diários e cartas que falem da guerra. Claro que todo mundo lembrou imediatamente do meu diário. Imagine como seria interessante se eu publicasse um romance sobre o Anexo Secreto. Só o título faria as pessoas acharem que é uma história de detetives."

"E agora terminou mesmo. Finalmente percebi que tenho que fazer os deveres da escola para não ficar ignorante, para continuar com a vida, para me tornar uma jornalista, porque é isso que eu desejo! Eu sei que posso escrever. Algumas de minhas histórias são boas, minhas descrições do Anexo Secreto são bem humoradas, boa parte do meu diário é vivo e interessante, mas... resta saber se realmente tenho talento."

Como falei antes Anne era madura o bastante pra entender e ter as mesmas dúvidas de um adulto, questionar a vida, e além disso era muito, mas muito humana, como nessa passagem:

"Quem fez isso contra nós? Quem nos separou de todo o resto? Quem nos colocou neste sofrimento? É Deus que nos fez do jeito que somos, mas é Deus que irá nos erguer no final. Aos olhos do mundo estamos condenados, mas se depois de todo esse sofrimento ainda sobrarem judeus, o povo judeu servirá de exemplo. Quem sabe, talvez a nossa religião ensine ao mundo e as pessoas sobre bondade, e talvez este seja o único motivo de nosso sofrimento."

"Uma das muitas perguntas que me incomodam é porque as mulheres eram vistas, e ainda são, como inferiores aos homens. É fácil dizer que isso é injusto, mas não basta; realmente gostaria de saber o motivo desta grande injustiça (...)"
"No livro Soldado no Front Doméstico fiquei chocada com o fato de que somente com o parto a mulher costuma sofrer mais dor, doenças e infortúnios do que qualquer herói de guerra, e o que ela recebe por suportar toda essa dor? É jogada para o lado quando é desfigurada pelos partos, os filhos logo vão embora, a beleza desaparece. As mulheres, seres que sofrem e suportam a dor para garantir a continuação de toda a raça humana, seriam soldados muito mais corajosos (...) Não quero sugerir que as mulheres parem de ter filhos; pelo contrário, a natureza lhes deu essa tarefa, e é assim que deve ser. O que condeno é nosso sistema de valores e os homens que não reconhecem como é grande, difícil, mas lindo o papel da mulher na sociedade."

E nessa ultima passagem, tive a sensação de que Anne escreveu isso em pleno 2015, porque parece o que estamos passando.

"Bem no fundo os jovens são mais solitários que os adultos, li isso em algum livro e ficou na minha mente. Então se você está se perguntando se ficar aqui é mais difícil para os adultos, a resposta é não, com certeza. Os mais velhos tem uma opinião formada sobre tudo, são seguros de si e de seus atos. Para nós, jovens, é duas vezes mais difícil manter nossas opiniões numa época em que os ideias são estraçalhados e destruídos, quando o pior lado da natureza humana predomina, quando todo mundo duvida da verdade, da justiça e de Deus."

Pessoal, tem muito que não escrevi aqui na resenha, mas espero que tenham interesse em ler o livro, é muito interessante, além de ser uma obra histórica. Apesar de parecer uma história triste, tirei muitos conselhos dele, dei muitas risadas em algumas páginas, as descobertas de Anne eram as mais normais e óbvias para uma adolescente. Principalmente o publico feminino, leiam o livro!  Porém, o final, como muitos outros livros é triste.


22, leonina, estudante de Recursos Humanos, feminista, louca, exagerada, dramática, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante, cinéfila, MPB, paz e amor e viciada em café.

 
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